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Letra Éme

Livros, viagens & devaneios

24
Fev18

Escola da Felicidade: a notícia que precisávamos

White and Gold Spark Gemini Birthday Facebook Post

 

O tiroteio que ocorreu este mês numa escola secundária da Flórida (EUA) tem sido alvo de muita polémica. Não há um dia em que não se fale deste massacre, somos constantemente inundados com notícias a relembrar-nos da tragédia. Como se isso não fosse suficiente, ouvem-se também comentários lamentáveis de Trump, entre vários outros testemunhos que nos fazem questionar "mas afinal que mundo é este?". É complicado contrariar esta espiral de negativismo, principalmente quando nos recusamos a olhar noutras direções. No meio de tudo isto, chegou até mim a única notícia realmente importante.

 

 

 

 

16
Jan18

2 meses de blog e uma vida de contradições

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Criei o Letra Éme dia 16 novembro, quase no fim de um ano que foi muito bondoso para mim. A minha maneira de agradecer e de retribuir todas as coisas bonitas que me aconteceram foi dar um pouco de mim também e arranjar coragem para me expor de uma forma que ansiava há muito, muito tempo. Deixei de lado o medo e a vergonha, típicos de quem está prestes a "falar" em público, tirei algumas ideias da caixa, passei para a concretização e aqui estás tu a ler-me.

 

Às vezes penso que seria mais engraçado começar agora, num 2018 recém estreado, com centenas de folhas brancas pela frente. Começar com tudo devidamente estruturado, pensado ao milímetro. Por outro lado, não seria tão espontâneo e talvez perdesse alguma graça. A verdade é que sempre tive dificuldades em equilibrar o planeado e o espontâneo, e daí nasce uma série de contradições que se espelham em tudo na vida. Não sei se esta minha característica (não lhe vou chamar defeito, ok?) algum dia terá solução, mas até vivo bem com isso. E ainda bem que ouvi a minha intuição desta vez, porque foi o melhor que fiz. 

 

Em dois meses de blog já tive momentos especiais que merecem ser partilhados: recebi palavras carinhosas das pessoas mais atentas, que me motivam sempre a continuar; vi as minhas publicações sobre meditação e sobre o natal destacadas pela equipa da Sapo - obrigada! - , o que trouxe gente nova e simpática a este meu cantinho; houve noites em que me esqueci de comer e de dormir enquanto traçava planos e mais planos, tal era o meu nível de entusiasmo. E o que mais me deixa orgulhosa é participar neste processo de criar a partir do nada, para depois ver os desejos materializados nas palavras que escolho e nas imagens que lhes associo. Continua a haver entusiasmo para muito mais! É que eu gosto mesmo disto e espero, muito honestamente, que vocês também.

08
Jan18

Os meus livros em 2017 // Parte 1

Já estamos em 2018 e Ano Novo que se preze vem cheio de retrospetivas do seu antecessor. Como tal, deixo-vos aqui a primeira parte dos livros que li em 2017, de forma resumida e por ordem cronológica, como manda o calendário. Vamos a isso?

 

Comecei o ano com uma obra que já queria ler há anos: O Ano da Morte de Ricardo Reis. Primeiro, para dar outra oportunidade a Saramago (depois do Memorial do Convento) e segundo porque a premissa junta Fernando Pessoa e o heterónimo Ricardo Reis, logo, tinha tudo para ser bom. Pois bem, é de facto um bom livro, com excelentes caracterizações, ideias fervilhantes e descrições bem reais da Lisboa de Pessoa. Ainda assim, sou adepta do princípio "menos é mais", e foi só por isso que o livro não entrou para a lista dos meus preferidos.

 

morte ricardo reis_saramago copy.pngO Ano da Morte de Ricardo Reis. José Saramago. (2017) Porto Editora.

 

 

 

 

25
Dez17

Sobre o Natal

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Durante toda a minha infância vivi a ansiedade da chegada do Natal. Passava horas sentada ao lado da árvore a observar os embrulhos, tentando adivinhar o que escondiam. Ouvia os mesmos CD's vezes sem conta enquanto dançava hipnotizada pelas luzes espalhadas na minha sala. Ficava em êxtase quando finalmente chegava a meia noite e vibrava a desembrulhar cada presente. Só mais tarde comecei a dar valor à família que se sentava comigo à mesa durante as largas horas da consoada, à dedicação com que cada detalhe era preparado, às brincadeiras e jogos que tomava como garantidos. Passei a oferecer e a embrulhar, a ficar mais entusiasmada por ver as reacções dos outros e a não dar tanta importância ao que era para mim.

 

A certa altura, a Lei da Vida impôs-se e os Natais nunca mais foram os mesmos. Comecei a encará-los e a querê-los assim mesmo: sempre diferentes.