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Letra Éme

uma série de devaneios meticulosamente desordenados

Letra Éme

uma série de devaneios meticulosamente desordenados

16.01.18

2 meses de blog e uma vida de contradições

M.
    Criei o Letra Éme dia 16 novembro, quase no fim de um ano que foi muito bondoso para mim. A minha maneira de agradecer e de retribuir todas as coisas bonitas que me aconteceram foi dar um pouco de mim também e arranjar coragem para me expor de uma forma que ansiava há muito, muito tempo. Deixei de lado o medo e a vergonha, típicos de quem está prestes a "falar" em público, tirei algumas ideias da caixa, passei para a concretização e aqui estás tu a ler-me.   Às vezes (...)
08.01.18

Os meus livros em 2017 // Parte 1

M.
Já estamos em 2018 e Ano Novo que se preze vem cheio de retrospetivas do seu antecessor. Como tal, deixo-vos aqui a primeira parte dos livros que li em 2017, de forma resumida e por ordem cronológica, como manda o calendário. Vamos a isso?   Comecei o ano com uma obra que já queria ler há anos: O Ano da Morte de Ricardo Reis. Primeiro, para dar outra oportunidade a Saramago (depois do Memorial do Convento) e segundo porque a premissa junta Fernando Pessoa e o heterónimo (...)
25.12.17

Sobre o Natal

M.
  Durante toda a minha infância vivi a ansiedade da chegada do Natal. Passava horas sentada ao lado da árvore a observar os embrulhos, tentando adivinhar o que escondiam. Ouvia os mesmos CD's vezes sem conta enquanto dançava hipnotizada pelas luzes espalhadas na minha sala. Ficava em êxtase quando finalmente chegava a meia noite e vibrava a desembrulhar cada presente. Só mais tarde comecei a dar valor à família que se sentava comigo à mesa durante as largas horas da consoada, à (...)
23.11.17

100 dias de meditação

M.
  Embora seja um tema cada vez mais em voga (e ainda bem!), noto um certo preconceito em relação à meditação. Eu própria tinha esse desconhecimento, por isso procurei saber mais sobre o assunto e desafiei-me a meditar durante 10 dias seguidos numa aplicação que instalei no telemóvel. Os 10 dias passaram a voar e, já que estava a correr tão bem, fui continuando, continuando... até que esta semana cheguei ao dia 100!   Vou contar-vos como tem sido a minha experiência e o (...)
19.11.17

Dentro da fotografia #1

M.
  Ela lia para ele todos os fins de tarde, sobretudo poemas. Com o tempo e o ritmo necessários, encontravam um recanto e esqueciam tudo o resto. Ele admirava-a pela sua dedicação. Por vezes, já mal ouvia as palavras delicadas, que ambos tinham escolhido a dedo. Não importava. Nada era mais belo do que aqueles grandes olhos cor de avelã que brilhavam a cada virar de página, aquele meio sorriso que não conseguia disfarçar, o franzir da testa, o gesto de ir colocando o cabelo (...)
17.11.17

Começar por Isabel Allende

M.
  Conheci os livros de Isabel Allende por volta dos 15 anos, quando li a trilogia As Memórias da Águia e do Jaguar, composta por três obras encantadoras: A Cidade dos Deuses Selvagens, O Reino do Dragão de Ouro e O Bosque dos Pigmeus. São histórias de fantasia e aventura, que nos transportam até diferentes cantos do Mundo (América do Sul, Ásia e África). É admirável a forma como a autora aborda desde aspetos culturais a questões sociais e ambientais, sem perder (...)