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Letra Éme

uma série de devaneios meticulosamente desordenados

Somos todos pessoas

17.09.19
Já pensaram no medo que temos em falar com estranhos na rua?  OK, os extrovertidos poderão responder "medo? que medo?". Ótimo para vocês, a sério. Comigo não é assim e sei que não estou sozinha neste tema. Sinto uma certa desconfiança, um desconforto que me faz evitar trocar mais do que o ar que nos rodeia.   Há uns dias fui abordada, praticamente à porta de casa, por uma pessoa que me pediu indicações em inglês. Eu respondi educadamente e expliquei-lhe as direções. O (...)

A escrita, sem tabus!

27.02.19
O processo de escrita é uma coisa complexa. Em primeiro lugar, porque temos tendência para imitar outras pessoas até conseguirmos encontrar a nossa própria voz, o que parece uma coisa mesmo horrível, não é? Bom, não é assim tanto. Na realidade, vivemos super influenciados pelas coisas e pessoas que nos rodeiam e por conceitos já formados na nossa mente dos quais nem nos apercebemos. Calma. Está tudo bem. É mesmo assim.   De facto, isto de deixar a nossa pequena pegada no (...)

Uma pausa para acertar o compasso

30.06.18
Ericeira, Junho 2018.   Começa pela letra éme, mas não é de todo associada ao nome deste espaço. Mesmo assim, não deixa de fazer parte de mim, de ti, de tudo e de todos. Falo da morte.   Como encará-la? Como consolar a tristeza que nos deixa? Quanto tempo demora a sarar as feridas que causou? Onde descobrir as razões, os motivos?   ( Continuar a ler )   

2 meses de blog e uma vida de contradições

16.01.18
    Criei o Letra Éme dia 16 novembro, quase no fim de um ano que foi muito bondoso para mim. A minha maneira de agradecer e de retribuir todas as coisas bonitas que me aconteceram foi dar um pouco de mim também e arranjar coragem para me expor de uma forma que ansiava há muito, muito tempo. Deixei de lado o medo e a vergonha, típicos de quem está prestes a "falar" em público, tirei algumas ideias da caixa, passei para a concretização e aqui estás tu a ler-me.   Às vezes (...)

Sobre o Natal

25.12.17
  Durante toda a minha infância vivi a ansiedade da chegada do Natal. Passava horas sentada ao lado da árvore a observar os embrulhos, tentando adivinhar o que escondiam. Ouvia os mesmos CD's vezes sem conta enquanto dançava hipnotizada pelas luzes espalhadas na minha sala. Ficava em êxtase quando finalmente chegava a meia noite e vibrava a desembrulhar cada presente. Só mais tarde comecei a dar valor à família que se sentava comigo à mesa durante as largas horas da consoada, à (...)