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Letra Éme

uma série de devaneios meticulosamente desordenados

Letra Éme

uma série de devaneios meticulosamente desordenados

Sex | 17.04.20

Já passaram cinco semanas

C(o)rónicas de Quarentena #4

M.
Lembram-se quando vos contei aqui que estava em casa há duas semanas?  Já se passaram cinco. Podia dizer-vos que estou transformada numa pessoa melhor e que estou altamente produtiva e criativa. Afinal não é isso que as frases bonitas que vemos por aí pregam todos os dias? Eu adoro ser positiva e esperançosa mas antes disso gosto de ser (...)
Ter | 14.04.20

Crochet pandémico

C(o)rónicas de Quarentena #3

M.
A minha mãe decidiu que queria fazer crochet.  Já não fazia há muito tempo, tem saudades de algo que não a obrigue a ficar agarrada a um ecrã (como a compreendo!) e, vai na volta, começou a remexer em tudo quanto são caixas e caixinhas, à procura do material. Encontrou as agulhas e um pequeno novelo branco. À partida servia para treinar. Acontece que a minha mãe é uma pessoa extremamente jeitosa em tudo o que envolve trabalhos manuais, o que me faz questionar se serei (...)
Seg | 30.03.20

Ver o verão por um canud-, perdão, ecrã

C(o)rónicas de Quarentena #2

M.
Entrámos no horário de verão!!! Sim, eu vibro com isto, é coisinha para estar assinalada no meu calendário e tudo. Na verdade, todo o meu calendário de Março era extremamente promissor. Uma formação na área da Meditação, uma viagem a Amesterdão, jantares, passeios, exposições, aniversários... e ali no último domingo do mês, a lembrança da mudança de horário. Dá sempre aquele calorzinho só de pensar em dias maiores, mais horas de sol, mais fins-de-tarde para saborear. A (...)
Sex | 27.03.20

Duas semanas de quarentena, and counting

C(o)rónicas de Quarentena #1

M.
Faz hoje duas semanas que cheguei a casa e pousei portátil da empresa na minha secretária, ainda de cabeça a andar à roda com muitas dúvidas sobre como é que isto da quarentena ia ser.  Houve um tempo em que trabalhei em casa, a paginar livros para uma Editora, corria o belo ano de 2014. Não foi há uma eternidade, mas juro-vos que para mim, foi numa vida passada. Na altura, não adorei ficar em casa.  Tinha acabado de sair de um projeto em que entrevistava turistas no (...)
Ter | 17.09.19

Somos todos pessoas

M.
  Já pensaram no medo que temos em falar com estranhos na rua?  OK, os extrovertidos poderão responder "medo? que medo?". Ótimo para vocês, a sério. Comigo não é assim e sei que não estou sozinha neste tema. Sinto uma certa desconfiança, um desconforto que me faz evitar trocar mais do que o ar que nos rodeia.   Há uns dias fui abordada, praticamente à porta de casa, por uma pessoa que me pediu indicações em inglês. Eu respondi educadamente e expliquei-lhe as direções. (...)
Qua | 27.02.19

A escrita, sem tabus

M.
O processo de escrita é uma coisa complexa. Em primeiro lugar, porque temos tendência para imitar outras pessoas até conseguirmos encontrar a nossa própria voz, o que parece uma coisa mesmo horrível, não é? Bom, não é assim tanto. Na realidade, vivemos super influenciados pelas coisas e pessoas que nos rodeiam e por conceitos já formados na nossa mente dos quais nem nos apercebemos. Calma. Está tudo bem. É mesmo assim.   De facto, isto de deixar a nossa pequena pegada no (...)
Sab | 30.06.18

Uma pausa para acertar o compasso

M.
Começa pela letra éme, mas não é de todo associada ao nome deste espaço. Mesmo assim, não deixa de fazer parte de mim, de ti, de tudo e de todos. Falo da morte.   Como encará-la? Como consolar a tristeza que nos deixa? Quanto tempo demora a sarar as feridas que causou? Onde descobrir as razões, os motivos?   ( Continuar a ler ) Ericeira, Junho 2018.  
Ter | 16.01.18

2 meses de blog e uma vida de contradições

M.
    Criei o Letra Éme dia 16 novembro, quase no fim de um ano que foi muito bondoso para mim. A minha maneira de agradecer e de retribuir todas as coisas bonitas que me aconteceram foi dar um pouco de mim também e arranjar coragem para me expor de uma forma que ansiava há muito, muito tempo. Deixei de lado o medo e a vergonha, típicos de quem está prestes a "falar" em público, tirei algumas ideias da caixa, passei para a concretização e aqui estás tu a ler-me.   Às vezes (...)
Seg | 25.12.17

Sobre o Natal

M.
  Durante toda a minha infância vivi a ansiedade da chegada do Natal. Passava horas sentada ao lado da árvore a observar os embrulhos, tentando adivinhar o que escondiam. Ouvia os mesmos CD's vezes sem conta enquanto dançava hipnotizada pelas luzes espalhadas na minha sala. Ficava em êxtase quando finalmente chegava a meia noite e vibrava a desembrulhar cada presente. Só mais tarde comecei a dar valor à família que se sentava comigo à mesa durante as largas horas da consoada, à (...)