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Letra Éme

uma série de devaneios meticulosamente desordenados

Letra Éme

uma série de devaneios meticulosamente desordenados

Ter | 14.04.20

Crochet pandémico

C(o)rónicas de Quarentena #3

M.
A minha mãe decidiu que queria fazer crochet.  Já não fazia há muito tempo, tem saudades de algo que não a obrigue a ficar agarrada a um ecrã (como a compreendo!) e, vai na volta, começou a remexer em tudo quanto são caixas e caixinhas, à procura do material. Encontrou as agulhas e um pequeno novelo branco. À partida servia para treinar. Acontece que a minha mãe é uma pessoa extremamente jeitosa em tudo o que envolve trabalhos manuais, o que me faz questionar se serei (...)
Sex | 10.04.20

Devíamos ser mais como os peixes

M.
Em tempos de quarentena, quero partilhar um belíssimo excerto de um dos últimos livros que li: a máquina de fazer espanhóis, de valter hugo mãe. Valter Hugo Mãe é um dos meus escritores favoritos já há alguns anos, pela forma realisticamente poética como se expressa sobre aquilo que é a vida, o amor e o sofrimento. Neste livro, conhecemos o senhor Silva que depois de ficar viúvo, aos 84 anos, vai viver para um lar. Durante este período, para além de pensar na sua vida e de (...)
Seg | 30.03.20

Ver o verão por um canud-, perdão, ecrã

C(o)rónicas de Quarentena #2

M.
Entrámos no horário de verão!!! Sim, eu vibro com isto, é coisinha para estar assinalada no meu calendário e tudo. Na verdade, todo o meu calendário de Março era extremamente promissor. Uma formação na área da Meditação, uma viagem a Amesterdão, jantares, passeios, exposições, aniversários... e ali no último domingo do mês, a lembrança da mudança de horário. Dá sempre aquele calorzinho só de pensar em dias maiores, mais horas de sol, mais fins-de-tarde para saborear. A (...)
Sex | 27.03.20

Duas semanas de quarentena, and counting

C(o)rónicas de Quarentena #1

M.
Faz hoje duas semanas que cheguei a casa e pousei portátil da empresa na minha secretária, ainda de cabeça a andar à roda com muitas dúvidas sobre como é que isto da quarentena ia ser.  Houve um tempo em que trabalhei em casa, a paginar livros para uma Editora, corria o belo ano de 2014. Não foi há uma eternidade, mas juro-vos que para mim, foi numa vida passada. Na altura, não adorei ficar em casa.  Tinha acabado de sair de um projeto em que entrevistava turistas no (...)